quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

"Está faltando planejamento na execução destes serviços!", diz vereador

Após as polêmicas, no qual o Executivo Municipal afirma, categoricamente, que os vereadores são culpados no atraso de alguns serviços não executados em nosso município, trazemos a público alguns dados interessantes.

Tornamos do conhecimento de todos, 10 projetos, votados em sua maioria em regime de urgência, totalizando a quantia de R$ 2 471.000,00 (dois milhões, quatrocentos e setenta e um mil reais) APROVADOS e, consequentemente, liberados, pelos vereadores no ano passado (2017), entretanto, não foi executado nenhum desses serviços/obras.

Daí nos questionamos: de quem foi a culpa dessa vez? E o porquê esse dinheiro não foi aplicado e esses serviços/obras foram executados?

"Reafirmamos, temos que pensar em Apodi, em primeiro plano. Não adianta ficar com falácias ou mentiras. O povo acompanha e sabe o que de fato está acontecendo. Agora, basta apenas, cada um assumir sua função: O legislativo - FISCALIZA e, o executivo - EXECUTA. Pois afinal, fomos eleito cada um no seu cargo para desempenhar suas funções competentes."

"Apodi gasta mais de 60% do seu orçamento só com contratos de pessoal"

Gilvan Alves usou seu tempo no grande expediente da sessão desta quinta-feira (01) para comentar os números apresentados pelo colega vereador a respeito do RGF (Relatório de Gestão Fiscal) do município de Apodi que trata da Lei de Responsabilidade Fiscal e define os parâmetros que cada ente federativo deve seguir no que diz respeito a investimentos.

Segundo os dados, em 2017, Apodi recebeu apenas cerca de 14% de sua receita investida na saúde, ficando praticamente em último entre os mais de 160 municípios do estado e abaixo do que diz o tribunal de contas que é de no mínimo 15%. No primeiro ano da gestão de Flaviano foram investidos 23% na saúde, ficando bem acima do governo atual e Gilvan Alves trouxe para o debate os exemplos que reforçam esses números.

Usando como exemplo o PSF do bairro IPE que não funcionou nenhum dia nestes 13 meses do prefeito, bem como a constante e recorrente falta de medicamentos de controle especial nas unidades do município. Dentro da saúde o parlamentar destaca a demora fora da realidade pra se conseguir um exame no município, chegando a custar entorno de 120 dias para um procedimento.

“Os números não mentem, sempre vão mostrar de forma precisa a realidade”, afirmou o edil e comentou o surpreendente número de 54,22% de gasto somente com pessoal, onde inclui os funcionários da prefeitura. Esse dado coloca Apodi acima do limite e contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. Gilvan Alves aproveita para denunciar a manobra do prefeito para burlar a lei, colocando o processo seletivo fora das despesas de gastos com pessoal, utilizando uma rubrica de contratação temporária, que não encaixa no perfil dos contratos.

“Quando o processo seletivo entrar na conta, vai ficar mais de 60% apenas com gasto de pessoal”, finalizando o raciocínio.

Assessoria do Vereador

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